Quero seguir esse blog!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

PROPICIAR O ALIMENTO E A FECUNDIDADE

Inicio de ano. Desejos mútuos de prosperidade, etc, leva-me a pensar quão antigo isso é. Quantas ações e acessórios nos investimos para propiciar-nos um futuro melhor, ou seja no caso, o ano vindouro, ou melhor ainda, o ano novo que já estamos. A ideia de magia sempre fascinou o ser humano, desde os tempos mais remotos. Os amuletos, as imagens e os rituais propiciatórios são tão antigos quanto a humanidade. Começar com o pé direito, usar roupa branca, são tantas formas de celebrar. Tudo é valido para propiciar. Como por exemplo faziam os homens da pré-história. Para propiciar a caça, para não faltar o alimento mais importante, a carne, que tal um quadro de um bisão na salão principal da caverna?
Será o que isso representa hoje em dia? O São Benedito na cozinha? Ou quem sabe aquela cestinha de cereais que adornam os cantos das copas e cozinhas?

Como também uma estatueta da matrona da tribo, grávida, as chamadas "Vênus Esteatopígicas", poderá propiciar novos membros para a família humana em formação?
Como um amuleto para propiciar a fecundidade.


                   
      Vênus Willindorf                              Vênus  de Laussel                          Vênus de Lespugue   


Nota: Nomeadas Vênus por serem o ideal de beleza de época, pois a beleza era o que significavam por estarem gravidas. Foram encontradas muitas estatuetas pelos quatro cantos do continente Europeu.
  
Como consciente coletivo do paleolítico a ideia de prosperidade se materializou na ideia de fecundidade, pois sendo maior a raça humana, maior seu poder sobre a natureza  e isso representa maior segurança entre seus membros, por conseguinte menos medo para enfrentar a vida, gerando mais conforto nessa terra hostil e selvagem de nossos ancestrais pré-históricos.
A Lua, a grande “loba”, que engravidava todas as mulheres nas noites de lua cheia. A noção de fecundação através do coito como temos hoje em dia não existia nesses remotos tempos do paleolítico. Pois o clarão das noites de lua cheia atrapalhava o sono de nossa aldeia primitiva, tornando mais hábeis em seus ataques o lobo e os animais noturnos vorazes por carne humana . Então o que há de se fazer? Muito facil!: Festa na aldeia! Rituais propiciatórios com direito a dança e muito sexo que acontecia espontaneamente. Mas quem fecundava era a lua, entenderam? Pois as mulheres logo apareciam com os sintomas de gestantes. Ai valeu o ritual, foi alcançado o objetivo. O amuleto guardado dentro de seu abrigo natural ajudou muito.Viva a lua (cheia)
Texto de Miguel Angelo Barbosa
(se usar esse texto colocar os créditos do autor)

Um comentário:

  1. Que diferença dos conceitos de beleza de hoje!
    voltados ao exterior !!!

    vazios... usurpadores da Filosofia e do bom senso...amorável

    Cléo Reis

    ResponderExcluir